Categoria: Reabilitação e Lesões

  • Tendinopatias: por que o repouso total nem sempre é a melhor solução

    Tendinopatias: por que o repouso total nem sempre é a melhor solução

    Tendinopatia é o termo usado para dor e disfunção em um tendão — comum em joelho (patelar), ombro (manguito rotador), cotovelo e tendão de Aquiles, entre outros. Por muito tempo, o tratamento padrão era repouso até a dor passar. Hoje se sabe que o repouso prolongado pode enfraquecer ainda mais o tendão, tornando o retorno à atividade mais difícil, não mais fácil.

    Tendões se adaptam a estímulos de carga de forma progressiva: carga insuficiente não estimula a remodelação do tecido; carga excessiva ou aplicada rápido demais pode piorar o quadro. O ponto-chave é encontrar a dose certa de carga, aplicada de forma gradual, geralmente com exercícios isométricos ou de fortalecimento progressivo, dependendo da fase da lesão.

    O que considerar

    Cada tendinopatia tem particularidades — tempo de evolução, localização, nível de atividade e histórico da pessoa. Por isso, o plano de progressão de carga costuma ser individualizado, com reavaliações ao longo do processo para ajustar o que está funcionando.

  • Retorno ao esporte após lesão: por que pular etapas aumenta o risco de recaída

    Retorno ao esporte após lesão: por que pular etapas aumenta o risco de recaída

    Depois de uma lesão, a vontade de voltar à rotina esportiva o quanto antes é natural — mas o retorno precoce, sem critérios objetivos, é uma das principais causas de recaída. A dor parar de incomodar no dia a dia não significa que a estrutura já suporta a demanda específica do esporte: mudanças de direção, impacto repetido, velocidade máxima ou carga alta.

    O que entra na avaliação de retorno

    Um plano de retorno ao esporte bem estruturado costuma avaliar força comparada entre os dois lados do corpo, amplitude de movimento, capacidade de absorver impacto, e a reintrodução progressiva de gestos específicos da modalidade — tudo isso antes de voltar ao treino completo ou à competição.

    Pular essas etapas pode até permitir um retorno mais rápido no curto prazo, mas aumenta significativamente o risco de uma nova lesão na mesma região, às vezes mais grave que a primeira.